Os recursos tecnológicos
aplicados à educação têm sido tomados como magia que pousa sobre a escola. De
repente, as mídias em educação parecem se configurar como um fenômeno em
separado do que já se fazia na educação escolar. Viveríamos um antropofagismo
pedagógico, simplesmente?
Apesar das profecias
tecnológicas, é evidente que para subsidiar as boas práticas em projetos de
Educação a Distância, a existência de um Projeto Político Pedagógico – tomado
como uma proposta de ação em bases realistas – pode ser o referencial de
qualidade, norte de toda a empreitada, numa época em que ensinar e aprender
exige muito mais flexibilidade: seja de tempo, de espaço, de indivíduo, de grupo
etc.
Num país marcado por
tantos contrastes, a Educação a Distância (EaD) se apresenta como um paradigma
educacional como forma de ampliar a escolaridade e a oportunidade de
atualização a tantos brasileiros, alijados do processo, frente aos compromissos
presentes nas agendas educacionais.
Todavia, é preciso
atentar-se a um requisito importante: qualidade. Esse deve ser o mote principal
às equipes gestoras de um programa de EaD. Isso porque se trata de qualificação
humana e não educação em forma de discriminação positiva àqueles que não
tiveram oportunidades de ingresso e acesso ao mundo letrado.
Observadas as dimensões
necessárias aos cursos a distância, é de se crer que os objetivos do MEC frente
à criação do Sistema Universidade Aberta do Brasil, possam potencializar novos
conhecimentos, com o forte apoio dos recursos tecnológicos, à medida que, ao
encurtar distâncias, ampliem-se as idéias.
27/10/2008Dez anos depois: outros cliques. 28/12/2018
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